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O horário de verão faz bem ou é prejudicial? Médico responde e dá dicas

O horário de verão já está na ativa nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Após adiantarmos em uma hora o relógio à meia noite de sábado, dia 15, a rotina passa a ser outra, e o corpo humano exige uma adaptação para dormir e acordar mais cedo.

A mudança ocorre entre a primavera e o verão, geralmente entre o terceiro domingo de outubro e termina no terceiro domingo de fevereiro, com a intenção de diminuir o uso de energia.

Como há luz solar por mais tempo, é desnecessário utilizar a iluminação artificial, o que deve gerar uma economia de 5% em horários de picos, segundo o Ministério de Minas e Energia. O horário de verão deve minimizar a carga entre as 19 e as 21 horas, período em que a iluminação pública é acionada e maior parte das pessoas chega em casa, toma banho.

No entanto, ao realizar essa troca para que a luz natural seja aproveitada por mais tempo, o nosso relógio biológico leva dias até se adaptar à mudança. O Diário da Lapa conversou com o médico Gerson A. Lima, clínico médico e cardiologista.

DIÁRIO DA LAPA: A mudança para o novo horário traz prejuízo à saúde?
Prejuízo não. O corpo tem uma fase de adaptação nos primeiros dias, temos dentro de nós um ciclo em que fica acordado e dorme, isso é importante na liberação de hormônio. O manter acordado e dormindo é um equilíbrio e quando corta, porque acorda uma hora mais cedo, faz com que surja várias coisas, como tontura, mal estar, sonolência nesses primeiros dias de adaptação, principalmente quem sai cedo de casa.

DL: Qual o prazo para essa adaptação?
O corpo demora em média uma semana, é uma adaptação curta. Alguns pacientes, os mais idosos, por exemplo, levariam mais tempo mas, como têm mais disponibilidade para dormir, se recuperam mais rápido.

DL: O que pode mudar durante o nosso dia?
O dia altera um pouco porque quando você tem problema no sono compromete ao longo do dia. A atenção é diminuída e há um pouco de mal estar. A alimentação começa a mudar, porque começa a comer mais cedo, e o organismo começa a trabalhar diferente.

DL: A mudança pode prejudicar o sono, certo. Uma rotina de noite mal dormidas pode gerar complicações no coração, por exemplo?
Muito difícil. Para quem toma medicamento, vai alterar o horário do medicamento, mas uma hora para quem toma remédio é pouco. Fisiologicamente, quando fica um tempo mais prolongado sem o remédio, mais estressado, pode ter um aumento de pressão. Isso se prolongar por muitos dias pode ter alteração na pressão. Mas a adaptação é rápida, o nosso organismo é muito inteligente.

DL: Com a nova rotina, o que devemos fazer para uma boa noite de sono?
Atividade física é sempre uma coisa excelente. Nos primeiros dias tentar ir para a cama mais cedo, só de tentar dormir um pouco mais cedo. Evitar alimentos pesados, principalmente se tiver problemas digestivos e refluxos. Mas o remédio é a atividade física, o fato de fazer atividades nos deixa mais cansado para dormir.

DL: O horário de verão, com o dia mais longo, pode ser estimulante para a prática de atividades físicas?
Com certeza, ele é uma delícia para isso. Ao chegarmos em casa, após um dia de trabalho, e ainda haver luz natural estimula sem dúvida. E um fator positivo é que das 8 às 10 horas, um horário que muitos reservam para caminhadas, não possui tanta incidência de raio solar, assim como no período após as 16 horas.


 

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Com o horário de verão, o Parque da Água Branca (foto) deve receber mais pessoas interessadas em fazer caminhadas e praticar exercícios após o expediete.



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