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Rivalidade que extrapola os gramados

Em campo, os dois clubes possuem dois dos maiores goleiros do Brasil. Marcos e Rogério Ceni. Rivais somente dentro de campo, os dois se respeitam muito fora dele e a admiração é recíproca. Em 2002, quando o Brasil conquistou o pentacampeonato na Copa do Mundo da Alemanha, Marcos brilhou como titular, e Rogério Ceni ficou na reserva.

Porém, o duelo entre os dois clubes vai além dos dois goleiros e, infelizmente, os torcedores se alimentam de ódio. O último clássico entre Palmeiras e São Paulo no Palestra Itália, pelo Campeonato Paulista, no último dia 22 de fevereiro, acabou em morte entre os torcedores os dois clubes. O saldo foi horrível. Naquele domingo, foram registrados 20 feridos, além da morte do torcedor Alex Fornan de Santana, de 29 anos, vestindo camiseta do Palmeiras. Em Perdizes, na Rua Monte Alegre, dois são-paulinos foram agredidos por vários palmeirenses. As imagens foram captadas por câmeras instaladas em um prédio.


Com a boa estrutura e o talento de grandes jogadores, o destino tem colocado Palmeiras e São Paulo em rota de colisão em algumas competições. Vale lembrar o Campeonato Paulista do de 2008, com briga dentro e fora de campo.
Dentro de campo teve até um gás misterioso tumultuando o vestiário do São Paulo, gol de mão, pênalti e sobraram cotoveladas. Fora de campo, as diretorias adotaram o clima de guerra fria, trocando farpas.

O jogo válido pela semifinal do estadual daquele ano foi marcante. O São Paulo queixou muito o fato de ter que jogar no estádio Palestra Itália, no bairro de Perdizes. O Palmeiras julgava-se no direito de receber o rival “em casa”. Quando a bola rolou, o Verdão levou a melhor, e o clássico ficou marcado por um gás misterioso no vestiário do São Paulo durante o intervalo de jogo. O caso terminou sem um culpado, apenas acusações de parte a parte.

O jogador chileno Valdivia, camisa 10 do Palmeiras na época, ao comemorar o gol que eliminou o São Paulo e selou a vaga do Verdão, encenou um “chororô”. Motivo de risos para os palmeirenses, e irritação aos são-paulinos.
Após este duelo, o clima ficou sempre pesado entre os dois vizinhos. O técnico Muricy Ramalho, na época do São Paulo, chegou considerar o Palmeiras o maior rival. “O clássico com mais rivalidade tem sido contra o Palmeiras nos últimos anos. Os jogadores e a comissão técnica veem a rivalidade como um coisa sadia no futebol, é um jogo de futebol, só isso.”

Coisas do futebol, e tempos depois Muricy Ramalho, três vezes campeão brasileiro com o São Paulo, foi treinar o Palmeiras, mas não obteve o mesmo sucesso no vizinho e foi demitido.


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