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A receita contra a perigosa baixa umidade do ar

Após a maior sequencia de dias secos, com a baixa umidade do ar, em que deixou São Paulo em estado de alerta e até de emergência (Leia aqui a diferença entre os dois estados), é difícil encontrar quem não reclame de irritação no nariz ou dificuldade para respirar.

Em São Paulo, que não chove significativamente há mais de 40 dias, a população convive há mais de uma semana com umidade inferior a 20% -considerado estado de alerta- e já chegou a 12%, o preocupante estado de emergência e que atinge a regiões desérticas. Ou seja, distante dos 60% (é o mínimo) recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Leia também:
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Ar seco prejudica saúde dos paulistanos; São Camilo atende duas mil pessoas a mais

Para se ter ideia sobre o impacto que a qualidade do ar causa em nossa vida, basta notar o dia-a-dia nos hospitais. Os atendimentos nas Unidades Básica de Saúde (UBS), em relação ao ano passado, triplicaram. Já o Hospital São Camilo na Pompeia atendeu a duas mil pessoas a mais com problemas respiratórios
(Leia Mais).

São dados que fazem a Prefeitura estudar algumas medidas, como a possível ampliação do rodízio de carros. Se a umidade chegar a 11%, a própria Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa) pode propor ao prefeito, através de um decreto de 2008, medidas como o cancelamento de aula e suspensão de atividades em locais com aglomeração de pessoas, como shows e jogos de futebol.

Em entrevista ao Diário da Lapa, o médico Antônio Carlos de Moura, Coordenador do Pronto-Socorro para Adulto do São Camilo na Pompeia, revelou algumas medidas que nós mesmos podemos fazer e que garantirão um ar um pouco menos seco e poluído. Leia as dica e riscos apontadas pelo especialista:

Prevenção
- A ingestão de líquidos é a principal prevenção, principalmente a água. É necessário que as pessoas sadias tomem, no mínimo, dois litros de água por dia. Já os idosos ou pessoas com problemas de coração, diabete, procure sempre o médico para saber, mas um litro e meio é recomendável.

- A hidratação se faz de dentro para fora. Muitos ficam preocupados em usar protetor solar, creme hidratante, mas esquecem da água. E a hidratação mais eficaz é por via oral.

- A água é boa principalmente para as crianças. Os pais devem colocar garrafinha da água na mochila da criança e educarem para que bebam.

- Hidratante e protetor solar são importantes, mas água é fundamental.

- Banho sempre morno. Nem frio e nem quente, assim pode ser prejudicial. O ideal é banho morno.

- Evitar locais de maiores concentrações de poluentes, com muita circulação de caminhões, carros, ônibus.


Sintomas e Riscos
- Irritação na garganta

- Obstrução nasal

- Congestão nasal

- Irritação ocular

- Tosse

- Dificuldade para respirar

- Quem tem bronquite pode ter crise de asma, falta de ar, o nosso ar é poluído, além de estar seco.

- O olho fica irritado por causa da poluição no ar. Quando o ar fica úmido ele filtra o ar da poluição. Já o ar seca evapora e carrega os poluentes, o que causa uma conjuntivite, mas não aquela conjuntivite contagiosa.

- Até o momento não tivemos um relato disso (fatalidade). Mas em caso extremo, quando a pessoa tem uma doença grave e já começa a ter sintomas como dificuldade respiratória, é bom procurar o médico rapidamente. Se não procurar há tempo, pode ficar dificultar o tratamento.




Sem a chuva, poluição toma conta

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