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Abertura de CPI do Sorocabana será submetido à votação na Câmara

Lideranças de diversos partidos da Câmara Municipal de São Paulo manifestaram apoio à proposta de criação de uma CPI, proposta pelo vereador Carlos Neder, para investigar a crise do Hospital Sorocabana. Após debate no plenário da Casa nesta terça-feira, dia 25/10, ficou decidido que o tema será submetido à votação no próximo dia 8 de novembro.

Se for instalada, a CPI deve começar em fevereiro de 2012, após o recesso.

A proposta de criação da CPI, de autoria do vereador Carlos Neder, foi referendada pelo líder da bancada do PT, que discursou a favor de que a preferência para apreciação do pedido de fosse submetida à votação. Atualmente há duas CPIs em funcionamento e o regimento da Casa permite a instalação de até cinco comissões simultaneamente, desde que aprovadas em plenário.

Segundo o vereador Neder, nos diversos pronunciamentos de vereadores que se seguiram, manifestaram-se favoráveis à CPI os vereadores Kito Formiga (PR), Aurélio Nomura (PSDB), Sandra Tadeu e Carlos Apolinário – ambos do DEM, Netinho de Paula (PC do B), Eliseu Gabriel (PSB), Aurélio Miguel (PR) e Adilson Amadeu (PTB). O presidente da Câmara, vereador José Police Neto argumentou, a favor da possível instalação de uma nova CPI após o encerramento das que estão em funcionamento, em meados de dezembro. Haveria, segundo ele, dificuldade de manter o quórum para três comissões de investigação simultâneas.

O líder do governo, vereador Ricardo Trípoli, defendeu que a definição do assunto seja adiada para 8 de novembro, para deliberação do colégio de líderes dos partidos. “O vereador Trípoli é favorável a CPI do Sorocabana, mas o líder do governo Tripoli vai esperar a deliberação das lideranças partidárias para decidirmos se vamos ter a CPI ou não”, disse.

A investigação também ocorre no Tribunal de Contas do Município, que já intimou representantes da Associação Beneficente Hospital Sorocabana para prestar constas.

O Sorocabana fechou as portas em setembro de 2010, mesmo com investimento público. No dia 4 de outubro deste ano, o Governo de São Paulo, que havia cedido o terreno à Associação Beneficente dos Hospitais Sorocabana no começo da década de 1950, retomou o imóvel onde funcionava o hospital e concedeu à Prefeitura de São Paulo.

Entre 2003 a 2010, foram injetados R$ 103 milhões no Sorocabana para produção de serviços prestados ao SUS e, mesmo assim, o hospital fechou e deixou uma enorme lacuna no atendimento à saúde da cidade de São Paulo. A própria prefeitura reconhece que manter o hospital fora do SUS paulistano, considerando a sua capacidade técnica de assistência e a estrutura já constituída, é um enorme prejuízo para a população, principalmente àquela parcela dependente do Sistema Único de Saúde (SUS).



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