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        A vida na Lapa    
               
 
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Livro documenta a história da Lapa desde os primórdios do povoamento

A chegada dos jesuítas em meados de 1560 e depois o período da Grande Imigração no final do século XIX. Esses dois importantes movimentos históricos transformaram a vida da Lapa. O livro Lapa - Evolução Histórica, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, publicado em 1988, conta todo o seu passado, com uma linguagem fácil e precisão nas informações. Com a obra, podemos entender como a “Fazendinha da Lapa” tornou-se um dos mais importantes bairros da história de São Paulo.

Confira os relatos do livro em negrito:

“A primeira notícia da região é de 1561 quando os jesuítas receberam a sesmaria junto ao rio Embiaçaba, depois chamado Pinheiros. Embiaçaba, Ambiançava, Umbiaçava e variações, de origem Tupi, significa “lugar por onde passa” e designou durante três séculos a região lapeana. A então paragem de Emboaçava, no século XVI, se limitava com os campos de Piratininga (altura do Pacaembu), Aldeia de Pinheiros, Jaraguá (que compreendia Pirituba e Freguesia do Ó) e campos de Carapicuíba na altura do município de Osasco. O povoamento disperso, com sítios e fazendas, se fez lentamente a partir da construção de uma “fortaleza” para a defesa da Vila de São Paulo, situada além do rio Pinheiros, em 1590. Conservou, porém, o número reduzido de habitantes durante muito tempo. Entre os imóveis da Emboaçava, a partir de meados do século XVIII, destacou-se a “fazendinha da Lapa”, assim denominada pelos padres da Lapa, pelo fato de a terem recebido em doação sob a “condição de se cantar uma missa cada ano à Virgem Santíssima, com o título da Lapa”. Limita-se com os sítios: Água Branca, Mandi, Emboaçava e Tabatinguá. A sede – engenho e ermida da Lapa – localiza-se no caminho de Jundiaí, junto de um valo (ponto hoje designado pela avenida Brigadeiro Galvão Peixoto, aproximadamente nos arredores da avenida Mercedes e da rua Guararapes). Devido, porém, ser muito acidentado o terreno e por falta de mão-de-obra, decidiram os religiosos trocá-la no ano de 1743 com outra propriedade situada na baixada santista. Em 1765, toda a paragem de Emboaçava continha apenas cinco casas com trinta e um habitantes, sendo treze homens e dezoito mulheres.”

Como podemos ler no fim do trecho do livro, citado acima, a população passou a deixar a região, que chegou a servir principalmente apenas como local de passagem. No entanto, por conta do rio e a facilidade de locomoção, com a passagem, no fim do século XIX, o período da Grande Imigração, as fábricas passaram a se interessar pelo local, conforme relata o livro. Os agricultores, a maioria italianos, e os operários de olarias e ferrovias passaram a se instalar em nosso bairro. O aumento populacional contribuiu para o desenvolvimento na Lapa. Observe abaixo, em mais um trecho do livro, começou a Lapa começou a dar seus primeiros passos na indústria e no comércio, principalmente no fim do século XIX.

“Em 1896 é fundada a Cia. Vidraçaria Santa Marina; em 1900 começam a funcionar as Oficinas da S.P.R. ; depois implantam-se a Cia. Mecânica Importadora (fabricando tubos e outros produtos de cerâmica), o curtume, a Martins Ferreira (na década de 10 fabricando produtos de metalurgia), a Fábrica de Tecidos e Bordados Lapa (1913), a fábrica de louças Santa Catarina (1912), a Fundição Mecânica F. Bonaldi e Cia. (1918), a Fiat Lux, a Cia. Melhoramentos, o frigorífico Armour (1919), a Metalúrgica Albion (1922), a fábrica de enxadas e implementos agrícolas Tupy (1923), as serrarias entre as estações da Água Branca e Lapa (como a Lamerião), além de outras.”

De acordo com o livro, o futebol de várzea tomava conta da redondeza, boa parte dos times tinha campo na Lapa de Baixo ou Vila Romana, além de outras áreas desocupadas. Aos finais de semana os trabalhadores e suas famílias se encontravam para piqueniques “no Pico do Jaraguá; na Chácara do Major Paladino, atual Vila dos Remédios; na chácara do Salgado, atual cemitério da Lapa; ou ainda no rio Tietê, quando em pequemos barcos o pessoal saía rio acima. Nesses passeios, os trabalhadores encontravam-se e, com suas famílias, divertiam-se, dançavam, relembravam a terra natal e discutiam a política e o trabalho”, documenta o livro.

Os trabalhadores e moradores, unidos, criaram cooperativa para dar suporte aos empregados impossibilitados de trabalhar e também para reivindicar direitos e melhorias. Aliás, a luta dos moradores por uma Lapa melhor é observada até os dias atuais, com boa parte da população engajada em movimentos e órgãos, como o Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) e NAL (Núcleo de Apoio Local), entre tantos outros.



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