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Áreas no entorno da linha do trem, na estação Lapa, e da marginal Tietê podem ser ocupadas

As áreas no entorno da linha do trem, na estação Lapa, e da marginal Tietê estão sendo mapeadas pela Secretaria do Desenvolvimento Urbano de São Paulo para serem ocupadas. Em resposta ao Diário da Lapa, a assessoria da Secretaria explicou que, segundo seu próprio levantamento, aproximadamente 164 mil pessoas vivem no perímetro da Operação Urbana Lapa/Brás (2.345 hectares), com densidade de 70 habitantes por hectare.

“A intenção é que essa relação passe a aproximadamente 200 hab/hectare. O adensamento populacional abrangeria todas as faixas de renda, inclusive com a construção de habitações voltadas para a população de baixa renda, incremento de atividades econômicas, áreas verdes, permeabilidade do solo e equipamentos públicos”, explica o texto enviado ao Diário da Lapa.
Ainda de acordo com a Secretaria do Desenvolvimento Urbano, a Operação Lapa/Brás encontra-se na fase final de elaboração do edital, que irá permitir processo licitatório para contratação de empresa ou consórcio responsável pelo desenvolvimento do seu projeto urbanístico.

“Somente após a conclusão desse projeto, é que será possível prever quando a ocupação ocorrerá, mas já é possível antecipar que as operações urbanas são instrumentos que preveem intervenções no longo prazo (entre 15 e 20 anos para sua completa implantação).”

A proposta, segundo o secretário do Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem, é evitar que as pessoas morem longe do emprego.

“Hoje, temos grande parte da população vivendo nas áreas periféricas, onde não temos tanto emprego. E temos uma área central que poderia ter muito mais população do que tem hoje. Isso cria uma dinâmica perversa para a cidade porque temos deslocamentos pendulares que vêm da periferia ao centro e do centro de volta à periferia que podem gastar três, quatro horas [por dia] dos trabalhadores. Isso é muito perverso porque tira tempo de lazer, de qualificação profissional”, afirmou Bucalem.

O Diário da Lapa tem acompanhado cada detalhe da Operação Lapa/Brás, assim como a Operação Água Branca, e solicitou à assessoria de imprensa da Secretaria de Desenvolvimento Urbano detalhes sobre as áreas mapeadas no entorno da linha de trem e marginal Tietê.

Com a Operação, nota-se preocupação entre os moradores, sobretudo na Lapa de Baixo. Eles temem desapropriação do imóvel, para que a Lapa/Brás cumpra o seu projeto: pista ferroviária será realizada em um sistema subterrâneo que liga a Lapa até o Brás, numa extensão aproximada de 12 quilômetros. Na superfície, o projeto prevê um via diferenciada, com parques e ciclovias e a demolição do Minhocão.

O projeto da Operação Água Branca pode ser votado na Câmara somente em 2012.






 
Miguel Bucalen, secretário do Desenvolvimento Urbano de SP
Foto Juvenal Pereira


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