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Mercadão chega aos 56 anos, com a cara da Lapa


Entre o terminal de ônibus, a estação de trem que liga São Paulo à Jundiaí, e a concorrida rua Doze de Outubro, uma multidão de gente caminha apressada até para não perder o trem e outra com destino ao Mercado Municipal "Rinaldo Rivetti" ou Mercadão da Lapa. Entre os 15 Mercados Municipais da cidade, o nosso é um dos mais privilegiados em sua localização por estar no centro comercial do bairro.

Para os comerciantes e clientes, ele é uma extensão de sua casa. O atendimento personalizado e os produtos vendidos sob o gosto do cliente –desde a quantidade e a qualidade- tornam os lapeanos cada vez mais fiéis. Porém, nem sempre foi assim. Na época de sua inauguração, em 24 de agosto de 1954, apenas 40 boxes dos 160 planejados estavam prontos e os primeiros clientes foram os imigrantes europeus a procura de produtos de sua terra natal, como vinhos, uísques, bacalhau, azeites, peixes chepolinas e funghis italianos.

Ou seja, o Mercado Municipal era para poucos.

“Ao longo dos últimos anos o Mercadão passou a atender outros perfis. Antigamente ele era voltado para as classes mais elitizadas e focava em produtos importados. Hoje tem muita diversidade”, conta Caio Oliveira, dono da Casa da Feijoada, no box 3.

E olha que Caio tem propriedade no assunto. A Casa da Feijoada esta há 42 anos no Mercadão e, segundo ele, graças ao atendimento diferenciado e a fidelidade dos clientes. “A Casa da Feijoada é de pai para filho, tudo começou com meu pai e logo estaremos na terceira geração, assim também é com nossos clientes. Atendemos hoje muitos pais de famílias que vimos crescer no Mercadão”.

Atendimento personalizado, é a marca do Mercadão. Na Casa da Feijoada, por exemplo, os vendedores ficam à frente dos produtos preparados para o atendimento. Há até uma relação amigável entre o comerciante e o consumidor.

“Eu conheço esses meninos (vendedores) há anos, são uns doces, nem parece que estou gastando dinheiro, viu”, disse a senhora Camélia Ambrozina Cervas, filha de italianos e que há décadas frequenta o local.

Se antigamente os produtos importados lideravam no Mercado da Lapa, é só acompanhar o sucesso da feijoada e notar que tudo mudou. Os importados ainda existem, é claro, mas agora lidam com alimentos tipicamente brasileiros. Entre eles, os doces mineiros e também do Norte como na Guido Empório, no box 97. Por lá, o leitor encontra a Ambrosia, fabricada em Minas Gerais, e o curioso Alfinim Cearense, de Juazeiro do Norte (CE), que derrete na boca.

“O Alfinim fica entre a rapadura e a batida (uma rapadura mole, mais cremosa). O pessoal do Norte gosta mesmo”, explica Maria Borges Pereira, atendente da Guido Empório.

Há diversidade também entre os cortes de carnes, queijos e muito mais. No açougue é possível encontrar desde pé de frango, carne bovina de primeira e a de cordeiro. Inclusive, ao longo desta semana, o Diário da Lapa irá apresentar aos leitores os variados produtos.

Essa diversidade é fruto da exigência dos consumidores. “Hoje em dia está muito na moda a gastronomia e a receita da tevê. Muitas (dona de casa) veem comprar de acordo com a receita que os programas de televisão ensinam”, analisa Sueli Costa, dona do box Rei dos Temperos.

Inclusive, diversidade é o que mais tem no box de Sueli. Entre uma multidão de temperos, chamam atenção o tempero árabe, Zattar, usado sobre o queijo, e o Zimbro, bastante utilizado na cozinha alemã e indicado em carnes, caldos, chucrutes e para aromatizar bebidas.


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A Casa da Feijoada trabalha e atende de geração em geração

O Diário da Lapa publica uma série de reportagens sobre o
Mercadão, que fará 56 anos nesta terça-feira.



Opções nos diversos tipos de carnes para todos os gostos e classes


Rei dos Temperos é exemplo de diversidade no Mercadão


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