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"É um grande desafio ser subprefeito da Lapa", afirma Carlos Fernandes em conversa com o Diário

Carlos Petrocilo


A manchete de estreia do Diário da Lapa não poderia ser diferente. Carlos Eduardo Batista Fernandes, subprefeito da Lapa desde o dia 1º de Abril, atendeu a nossa reportagem e falou sobre o desafio do cargo e o andamento de alguns projetos de trabalho, como a construção de piscinão na Pompeia, intervenção urbana da Mooca a Lapa, o futuro do Ceagesp na Região, o metrô na Lapa, os presídios e a área verde.

Fernandes assumiu o cargo após ser indicado ao prefeito Gilberto Kassab por Soninha Francine, do PPS (Partido Popular Socialista), que deixou o cargo para concorrer ao Senado. Neto da militante comunista Elisa Branco Batista, Fernandes também é filiado ao PPS e revela que a “máquina pública está no sangue”.

Diário da Lapa: O que te encorajou para ser subprefeito da Lapa?
Eu já possuía experiência na gestão pública. Em 1984, na gestão Covas (Mário Covas), fui Assessor de Gabinete da Regional de Santana e depois trabalhei durante 20 anos na iniciativa privada, como empresário do setor gráfico. Voltei para a administração pública em 2005 quando fui Superintendente de Fiscalização do Sistema de Transporte Público na SP-Trans. Em janeiro de 2009 assumi o cargo de Coordenador de Administração e Finanças da Subprefeitura Lapa junto com a antiga subprefeita Soninha Francine, e a partir de abril/2010, com conhecimento sobre os problemas da região, assumi o cargo de Subprefeito da Lapa.

Ser o subprefeito pode lhe render muita experiência, principalmente na vida pública. Isso te encoraja a alçar outros vôos no final do mandato?
Não pretendo me candidatar a nada.

São dois meses como subprefeito. Qual a sua análise sobre esse?
A região da Lapa abrange os mais diferentes tipos de habitantes, possui áreas residenciais, um vasto comércio, áreas industriais e todos os setores sociais. Por aqui passam mais de 1 milhão de pessoas por dia e administrar tudo isso é um grande desafio, são mais de 42 Km2 de área - é maior que muitas cidades do interior. Não é fácil ser subprefeito da Lapa, é um grande desafio. A região é muito grande e as demandas crescem rapidamente, e o perfil de moradores exige soluções rápidas e tem muitos canais para reivindicar.


Durante a conversa, Fernandes falou sobre alguns pontos fundamentais da Região. Confira!


Piscinão na Pompeia
A Emurb está realizando estudos sobre drenagem e só após a conclusão apresentará uma proposta de intervenção. A obra deve atender a região da Avenida Pompéia, da Praça Marrey Junior e da Rua Venâncio Aires.

Intervenção urbana Mooca a Lapa
A proposta já foi encaminhada para a Câmara e, se aprovada, irá ligar as duas áreas da cidade, valorizando a região e diminuindo a necessidade de viadutos.

Complexo Anhanguera
Pela área da subprefeitura Lapa falta somente a conclusão da alça de acesso da Vila Anastácio, e a previsão de término é para setembro. A obra já tem melhorado a vida dos moradores.

Metrô na Lapa
Haverá uma reunião de apresentação da proposta pela CPTM e pelo Metrô.

Ceagesp
Ainda não um há plano para o Ceagesp. A saída do Ceagesp provocará desemprego na Região.

Presídios
Não irá afetar a evolução na região, já que os presídios estão em uma área isolada (os três presídios na região da Vila Leopoldina).

Área Verde
Temos 1.500.000 m² de área verde na região dos subdistritos da Lapa e duas equipes responsáveis por cuidar mensalmente de 160 mil metros, espalhados entre praças, ruas e corredores de avenida. Os Parques são de responsabilidades da Secretária do Verde. O grande problema é que temos avenidas como a Sumaré, a Ermano Marchetti, que despendem de mais atenção e trabalho, e precisamos de muito mais equipe para conseguir cobrir todas as áreas. Estamos colocando uma equipe a mais, porém, ainda não é ideal. A solução é que estamos conseguindo, finalmente, o apoio da iniciativa privada e até de pessoas públicas. Essas empresas ou pessoas são responsáveis pela manutenção de praça ou canteiros. Temos 48 praças aos cuidados da iniciativa privada ou pessoa pública. Somente para ter idéia, cinco praças da Ermano Marchetti totalizam 100 mil metros de grama e, se cortar duas vezes ao ano, o que é o mínimo, seriam duas equipes por ano. Ou seja, estamos economizando R$ 150 mil por eles manterem ela no local. E dessa maneira não temos reclamações. Se os responsáveis pelo local não cumprirem o combinado, podemos retomar o trabalho de manutenção. Outro problema é a poda de árvores. Eu precisaria de dez equipes e isso custaria R$ 600 mil mensais para atendermos toda a demanda.
 
Juliette Vecchi





Subprefeito, neto da “heroína da paz”

Elisa Branco Batista, a avó materna do subprefeito da Lapa, Carlos Eduardo Batista Fernandes, era costureira e foi uma importante militante comunista, assumindo a presidência de honra da Federação das Mulheres de São Paulo e vice-presidente do Movimento Brasileiro dos Partidários da Paz.

Elisa era costureira, nasceu no interior de São Paulo, na cidade de Barretos em 1912, e depois mudou para a capital paulista. Muito dedicada e admiradora de Luís Carlos Prestes, Elisa organizou protesto, foi presa e também perseguida pelo Dops (Departamento de Ordem Política e Social), apontada como líder feminista do Partido Comunista Brasileiro.

Elisa ganhou o título de “heroína da paz” ao se manifestar contra o apoio do Brasil aos Estados Unidos na Guerra da Coréia. Naquele dia, sete de setembro de 1950, ela levantou uma faixa com a frase: “Os soldados nossos filhos não irão para a Coréia”. O protesto rendeu condenação de quatro anos e três meses de prisão. Essa não foi a única prisão, aliás.


Enquanto esteve atrás das grades, ouve inúmeras manifestações reivindicando a libertação de Elisa, e até a Rádio de Moscou, em sua transmissão para o Brasil, entrou na campanha. Em maio de 1951, o presidente da Associação Beneficente dos Operários de Indianópolis enviou um ofício ao governador do Estado pedindo pela libertação. Cinco meses depois, Elisa foi solta.
No final de 1952, ela foi contemplada com o Prêmio Stalin na Polônia.

“O gosto pela máquina pública está no sangue, é hereditário. Sou neto de comunista. A minha avó materna (Eliza Branco) ganhou o prêmio de Stálin da Paz e depois o Lênin da Paz. Ela participava movimento feminista e não queria que os pracinhas fossem enviados para a guerra. No desfile de 7 de setembro, ela roubou a cena com a faixa de protesto e condenada a quatro anos de prisão. Depois libertada, e a cada sete meses era presa com o governo militar (Em 1964, ano do golpe militar, ela foi presa novamente)”, relembra o subprefeito.

A heroína faleceu no dia 8 de junho de 2001, aos 87 anos.

 

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