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Especialistas contestam concessão urbanística na Gleba Pompeia

A informação sobre a intenção da Prefeitura em aplicar o modelo de concessão urbanística na Gleba Pompeia não agradou especialistas na região, consultados pelo Diário da Lapa. Para a arquiteta e urbanista Lucila Falcão Pessoa Lacreta, diretora- executiva do Movimento Defenda São Paulo, a notícia foi surpreendente.

Após fazer uma vistoria por toda a Gleba, Lucila quer entender qual a intenção da Prefeitura. “Surpreende ainda mais o por quê desapropriar a Gleba em uma área onde está instalada a Controlar, que é concessionaria do serviço público. Quem administra a Controlar é a CCR, precisamos saber se não foi ela que propôs essa concessão”, reclamou a diretora- executiva do Movimento Defenda São Paulo .

Além do posto de inspeção da Controlar, por lá está instalado campos de futebol society, galpões, um circo, e um estacionamento de ônibus. Em uma área de aproximadamente 240 mil m², a Gleba Pompeia que fica entre o Parque Antarctica e a avenida Marquês de São Vicente está inserida na operação Água Branca.

“É uma Gleba com poucas edificações, mas que abriga boas empresas que movimentam e geram empregos na região. A Prefeitura terá que se explicar melhor, é diferente da Nova Luz, por exemplo, porque lá eles entendem que estaria deteriorada. Aqui, não”, disse Lucila.

O local, conforme define a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU), “não reúne moradias em seu interior e tem aproveitamento baixo”.

Nota-se que ele possui grande potencial de valorização, está próximo ao parque da Água Branca, ao novo estádio do Palmeiras e ao metrô Barra Funda.

Apesar de aprovada por lei, a concessão urbanística gera polêmica. Pois com ela, a prefeitura garante a terceiros (empresas privadas) o direito de desapropriar a troco de melhorias ou instalação de novos equipamentos, conforme o projeto da Nova Luz. Para a região, por exemplo, cogita-se a possibilidade de o poder privado resolver o antigo problema das enchentes, mas isto a custo de desapropriação, o que não satisfaz a população.

“Concessão urbanística seria engodo. As melhorias na região devem ser feitas de forma criteriosa e com recursos da própria prefeitura”, reclamou a geógrafa Ros Mari Zenha, representante Conselheira do Cades (Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável) da Macro Região Oeste, que engloba Lapa, Butantã e Pinheiros.

Para que seja concretizado o projeto na Pompeia, assim como na Nova Luz, será preciso que uma nova lei seja aprovada. Para a prefeitura, em resposta a uma reportagem da Folha de S.Paulo, a concessão urbanística "é o instrumento mais adequado" para fazer as transformações no local: "Há anos tentamos incentivar o parcelamento ali. A área é praticamente desocupada, não tem moradias, mas é uma área muito bem situada", disse Vladir Bartalini, superintendente da Secretaria de Desenvolvimento Urbano.


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Posto da Controlar na Barra Funda
Divulgação


 
         
         
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